segunda-feira, setembro 08, 2003



Vá, recolhe-me! Recolhe-me as lágrimas que eu não adivinho, acolhe-me o choro, que eu não divulgo... Atordoa-me que o que eu quero afinal, é enjoar de ti. Palavra! Já só faltam doze notas para te compor, para te poder dispor. Não vás já, minha sinfonia. Não, não te insulto. Não te desespero. Não te grito a saudade porque não me encontrarás a falta. Não sinto por forma, sinto a embriaguez do teu respirar exausto - Sinto que caio.

Carne Torpe, Eugénia Brito
 
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