sexta-feira, junho 09, 2006



When You are Old





When you are old and grey and full of sleep,
And nodding by the fire, take down this book,
And slowly read, and dream of the soft look
Your eyes had once, and of their shadows deep;

How many loved your moments of glad grace,
And loved your beauty with love false or true,
But one man loved the pilgrim soul in you,
And loved the sorrows of your changing face;

And bending down beside the glowing bars,
Murmur, a little sadly, how Love fled
And paced upon the mountains overhead
And hid his face amid a crowd of stars.


W B Yeats

terça-feira, maio 30, 2006


Only the words break the silence, all other sounds have ceased. If I were silent I'd hear nothing. But if I were silent the other sounds would start again, those to which the words have made me deaf, or which have really ceased.



segunda-feira, maio 29, 2006















who knows if the moon's
a balloon,coming out of a keen city
in the sky--filled with pretty people?
(and if you and i should

get into it,if they
should take me and take you into their balloon,
why then
we'd go up higher with all the pretty people

than houses and steeples and clouds:
go sailing
away and away sailing into a keen
city which nobody's ever visited,where

always
it's
Spring)and everyone's
in love and flowers pick themselves


e.e.cummings

quinta-feira, maio 25, 2006




Waiting for the sirens' call

quarta-feira, maio 24, 2006





terça-feira, maio 23, 2006

Goodbye Jesus

segunda-feira, maio 22, 2006




Je m'en vais

quinta-feira, maio 18, 2006


Chanson de pirates


Nous emmenions en esclavage
Cent chrétiens, pêcheurs de corail ;
Nous recrutions pour le sérail
Dans tous les moûtiers du rivage.
En mer, les hardis écumeurs !
Nous allions de Fez à Catane...
Dans la galère capitane
Nous étions quatre-vingts rameurs.

On signale un couvent à terre.
Nous jetons l'ancre près du bord.
A nos yeux s'offre tout d'abord
Une fille du monastère.
Prés des flots, sourde à leurs rumeurs,
Elle dormait sous un platane...
Dans la galère capitane
Nous étions quatre-vingts rameurs.

- La belle fille, il faut vous taire,
Il faut nous suivre. Il fait bon vent.
Ce n'est que changer de couvent.
Le harem vaut le monastère.
Sa hautesse aime les primeurs,
Nous vous ferons mahométane...
Dans la galère capitane
Nous étions quatre-vingts rameurs.

Elle veut fuir vers sa chapelle.
- Osez-vous bien, fils de Satan ?
- Nous osons, dit le capitan.
Elle pleure, supplie, appelle.
Malgré sa plainte et ses clameurs,
On l'emporta dans la tartane...
Dans la galère capitane
Nous étions quatre-vingts rameurs.

Plus belle encor dans sa tristesse,
Ses yeux étaient deux talismans.
Elle valait mille tomans ;
On la vendit à sa hautesse.
Elle eut beau dire : Je me meurs !
De nonne elle devint sultane...
Dans la galère capitane
Nous étions quatre-vingts rameurs.


Victor Hugo

terça-feira, maio 16, 2006




Em nós
tudo é presente,
infinito e nada.

Li Bai

quarta-feira, maio 10, 2006



Cristo Ressuscitou




Cristo Ressuscitou, minha Rebeca!
A lei de Deus-homem quero eu
Hoje cumprir de alma repleta,
E cobrir-te de beijos, anjo meu.
E amanhã estou pronto, sem temer,
Para à lei de Moisés me converter
Por um beijo teu, minha judia –
E mesmo ofertar-te eu gostaria
Aquilo que um cristão, mulher,
De um fiel judeu distinguiria.


Aleksandr Púchkin


terça-feira, maio 09, 2006



(...) getting people right is not that living is all about anyway. It is getting them wrong that is living, getting them wrong and wrong and wrong and then, on careful reconsideration, getting them wrong again. Tat is how we know we are alive: we are wrong. Maybe the best thing would be to forget being right or wrong about people and just go along for the ride. But if you can do that-well, lucky you.

Philip Roth, American Pastoral

sexta-feira, maio 05, 2006



estava eu a vestir-me e
tu a distraíres-me


quinta-feira, maio 04, 2006




Cada virtude é ciosa das outras virtudes, e os ciúmes são uma coisa terrível. Também há virtudes que podem morrer por ciúmes. O que anda em redor da chama dos ciúmes, acaba qual escorpião, por voltar contra si mesmo o aguilhão envenenado. Ai, meu irmão! Nunca viste uma virtude caluniar-se e aniquilar-se a si mesma?
O homem precisa ser superado. Por isso necessitas amar as tuas virtudes, porque por elas morrerás”.
Assim falava Zaratustra.


Friedrich Nietzsche

sexta-feira, abril 28, 2006






Toda a descida em nós
mesmos é simultaneamente
uma ascensão, uma assumpção,
uma vista do verdadeiro interior.

Novalis
(tradução de Mário Cesariny)


quarta-feira, abril 26, 2006






Bush has said: "We will not allow the world's worst weapons to remain in the hands of the world's worst leaders." Quite right. Look in the mirror chum. That's you.

The US is at this moment developing advanced systems of "weapons of mass destruction", and is prepared to use them where it sees fit. It has walked away from international agreements on biological and chemical weapons, refusing to allow any inspection of its own factories.

Harold Pinter

sexta-feira, abril 21, 2006





2 little whos
(he and she)
under are this
wonderful tree

smiling stand
(all realms of where
and when beyond)
now and here

(far from a grown
-up i&you-
ful world of known)
who and who

(2 little ams
and over them this
aflame with dreams
incredible is)

e.e. cummings

terça-feira, abril 18, 2006


A rainha careca


De cabeleira farta
de rígidas ombreiras
de elegante beca
Ula era casta
Porque de passarinha
Era careca.
À noite alisava
O monte lisinho
Co'a lupa procurava
Um tênue fiozinho
Que há tempos avistara.
Ó céus! Exclamava.
Por que me fizeram
Tão farta de cabelos
Tão careca nos meios?
E chorava.
Um dia...
Passou pelo reino
Um biscate peludo
Vendendo venenos.
(Uma gota aguda
Pode ser remédio
Pra uma passarinha
De rainha.)
Convocado ao palácio
Ula fez com que entrasse
No seu quarto.
Não tema, cavalheiro,
Disse-lhe a rainha
Quero apenas pentelhos
Pra minha passarinha.
Ó Senhora! O biscate exclamou.
É pra agora!
E arrancou do próprio peito
Os pêlos
E com saliva de ósculos
Colou-os
Concomitantemente penetrando-lhe os meios.
UI! UI! UI! gemeu Ula
De felicidade
Cabeluda ou não
Rainha ou prostituta
Hei de ficar contigo
A vida toda!
Evidente que aos poucos
Despregou-se o tufo todo.
Mas isso o que importa?
Feliz, mui contentinha
A Rainha Ula já não chora.


Moral da estória:
Se o problema é relevante,
apela pro primeiro passante.


Hilda Hilst

segunda-feira, abril 17, 2006


Deslealdade

Durante o casamento de Tétis com Peleu,
ergueu se o deus Apolo na mesa resplandente
da boda, abençoando os nubentes pelo filho
que havia de nascer daquela sua união.
Disse: "Não há doença que eu veja que o atinja,
não o verás morrer." E quando o deus isso disse,
muito se alegrou Tétis, porque nessas palavras
de Apolo, que sabia tudo das profecias,
viu ela garantia para a vida do filho.
E quando ia crescendo Aquiles e já então
A sua formosura a Tessália enaltecia,
Tétis recordava-se do dito da deidade.
Mas um dia chegaram uns velhos com notícias
e contaram a morte de Aquiles junto a Tróia.
E então rasgou Tétis suas vestes de púrpura
e de si arrancou e logo deitou a terra
todas as pulseiras e todos os anéis.
E no meio dos lamentos recordou o passado,
perguntou que fazia esse sábio deus Apolo,
mas que andava a fazer o poeta que, na boda,
tão bem tinha falado, onde andava esse profeta
quando na flor da idade matavam o seu filho?
E os velhos lhe contaram que o próprio deus Apolo
em pessoa descera junto à terra de Tróia
e que Aquiles matara junto com os troianos.


Konstantinos Kaváfis

quarta-feira, abril 12, 2006


TUDO É VÃO

Olhes para onde olhares, no mundo tudo é vão!
O que hoje este constrói, outro arrasará;
Onde hoje se erguem cidades, um prado nascerá
E nele um pastorinho e o gado saltarão.

O que hoje cresce viçoso, breve será pisado,
O que hoje tem vida e força letal;
Aqui nada é eterno, nem mármore nem metal,
Hoje a sorte sorri-te, amanhã cais prostrado.

Desfaz-se como um sonho a glória de altos feitos.
Vence o jogo do tempo, e os homens imperfeitos.
Ah, como é nada tudo o que quer valer mais,

Medíocre e mesquinho, sombra, vento e poeira,
Como uma flor do campo a que se perde a esteira!
Não se mostra o eterno aos olhos dos mortais!

Andréas Gryphius

quinta-feira, abril 06, 2006




 
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