quarta-feira, abril 12, 2006


TUDO É VÃO

Olhes para onde olhares, no mundo tudo é vão!
O que hoje este constrói, outro arrasará;
Onde hoje se erguem cidades, um prado nascerá
E nele um pastorinho e o gado saltarão.

O que hoje cresce viçoso, breve será pisado,
O que hoje tem vida e força letal;
Aqui nada é eterno, nem mármore nem metal,
Hoje a sorte sorri-te, amanhã cais prostrado.

Desfaz-se como um sonho a glória de altos feitos.
Vence o jogo do tempo, e os homens imperfeitos.
Ah, como é nada tudo o que quer valer mais,

Medíocre e mesquinho, sombra, vento e poeira,
Como uma flor do campo a que se perde a esteira!
Não se mostra o eterno aos olhos dos mortais!

Andréas Gryphius

quinta-feira, abril 06, 2006




sexta-feira, março 31, 2006












quinta-feira, março 30, 2006











segunda-feira, março 27, 2006




































domingo, março 26, 2006







sexta-feira, março 24, 2006



terça-feira, março 21, 2006

Shall I compare thee to a summer's day?
Thou art more lovely and more temperate.
Rough winds do shake the darling buds of May,
And summer's lease hath all too short a date.
Sometime too hot the eye of heaven shines,
And often is his gold complexion dimm'd;
And every fair from fair sometime declines,
By chance or nature's changing course untrimm'd;
But thy eternal summer shall not fade
Nor lose possession of that fair thou ow'st;
Nor shall Death brag thou wander'st in his shade,
When in eternal lines to time thou grow'st:
So long as men can breathe or eyes can see,
So long lives this, and this gives life to thee.


William Shakespeare (1564-1616)

segunda-feira, março 20, 2006

sexta-feira, março 17, 2006

quinta-feira, março 16, 2006

ama como a estrada começa
(Mário Cesariny)

quinta-feira, fevereiro 23, 2006















Cantiga, partindo-se

Senhora, partem tão tristes
Meus olhos, por vós, meu bem,
Que nunca tão tristes viestes
Outros nenhuns por ninguém.
Tão tristes, tão saudosos,
Tão doentes da partida,
Tão cansados, tão chorosos,
Da morte mais desejosos
Cem mil vezes que da vida.
Partem tão tristes os tristes,
Tão fora de esperar bem,
Que nunca tão tristes vistes
Outros nenhuns por ninguém.

João Roiz de Castelo Branco


(foto Tiago Oliveira)

terça-feira, fevereiro 14, 2006



(anti-Ricardo Reis)
O rio é bom
para nadar
as flores para dar
o resto são cantigas
casa-te com Lídia
tem bebés
e passa
a lua de mel na Grécia.

Adília Lopes


 
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